ARTIGO | DIREITO DA SAÚDE | LEITURA: 3 MINUTOS

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Evilasio Tenorio
OAB/PE 31.019 · Advogado especialista em Direito Médico e da Saúde. Co-autor de livros jurídicos.

Resumo do artigo

A operadora de planos de saúde Amil notificou clientes sobre a possibilidade de rescisão unilateral de contratos coletivos, gerando preocupações sobre a continuidade da cobertura de saúde. Existem algumas situações em que é possível manter o contrato, como para aposentados e demitidos que contribuíram por mais de 10 anos, e para pessoas em tratamento, que podem buscar liminares judiciais. Além disso, os beneficiários têm direitos como a portabilidade de carências para outro plano, reembolso de mensalidades pagas antecipadamente e continuidade de tratamentos em andamento, mesmo após a rescisão do contrato.

Nos últimos dias, a operadora de planos de saúde Amil passou a enviar notificações a diversos clientes sobre a possibilidade de rescisão unilateral de seus contratos coletivos. Essa medida gerou preocupação e dúvidas entre os beneficiários, que temem perder a cobertura de seus tratamentos de saúde.

Se você é um dos clientes afetados por essa decisão da Amil, é importante conhecer seus direitos e as possibilidades de manutenção do seu contrato. Neste artigo, explicaremos detalhadamente o que você pode fazer para garantir a continuidade do seu plano de saúde.

Possibilidades de Manutenção do Contrato

Há algumas situações em que é possível conseguir a manutenção do contrato coletivo com a Amil, mesmo diante da ameaça de rescisão unilateral. Veja quais são:

  1. Aposentados e Demitidos: De acordo com a lei 9.656/98, aposentados e demitidos sem justa causa que contribuíram com o plano de saúde por mais de 10 anos têm o direito de manter o vínculo por tempo indeterminado nas mesmas condições de cobertura assistencial. Já aqueles que contribuíram por menos de 10 anos podem manter o plano por um período proporcional ao tempo de contribuição.
  2. Pessoas em Tratamento: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui entendimento consolidado de que pessoas em tratamento não podem ter o contrato cancelado unilateralmente pela operadora. Isso significa que, se você ou algum dependente estiver realizando tratamento de doença ou lesão preexistente, é possível buscar uma liminar na Justiça para manter o plano ativo até a finalização do tratamento.
  3. Negociação Coletiva: Caso a rescisão unilateral esteja afetando um grupo de beneficiários vinculados a uma empresa ou associação, é possível tentar uma negociação coletiva com a operadora para evitar o cancelamento do contrato. Muitas vezes, a pressão conjunta pode levar a uma revisão da decisão por parte da Amil.
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Direitos dos Usuários em Caso de Rescisão

Se você não se enquadrar em nenhuma das possibilidades de manutenção do contrato mencionadas acima, é importante conhecer seus direitos como usuário. Confira:

  1. Portabilidade de Carências: Você tem o direito de realizar a portabilidade de carências para outro plano de saúde, desde que cumpra alguns requisitos, como estar adimplente e ter no mínimo 2 anos de plano. Isso significa que você pode contratar um novo plano sem precisar cumprir novos períodos de carência.
  2. Reembolso de Mensalidades: Caso você tenha pagado mensalidades adiantadas, tem direito ao reembolso proporcional dos valores referentes ao período não utilizado após a rescisão do contrato.
  3. Continuidade de Tratamentos: Se você estiver em meio a um tratamento de saúde, a Amil é obrigada a mantê-lo até a alta médica, mesmo após o término do contrato. Isso é fundamental para garantir a segurança e a continuidade dos cuidados com sua saúde.

Diante da ameaça de rescisão unilateral por parte da Amil, é essencial que os beneficiários estejam cientes de seus direitos e das possibilidades de manutenção do contrato. Não hesite em buscar orientação jurídica especializada para garantir a defesa dos seus interesses e a continuidade do seu plano de saúde.

ESTE ARTIGO FAZ PARTE DO GUIA DE CANCELAMENTO DE PLANO DE SAÚDE

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Cancelamento unilateral do plano de saúde: quando é ilegal e o que fazer

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Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui a análise jurídica individualizada. A leitura do artigo não configura consultoria jurídica nem estabelece relação advogado-cliente. Cada caso possui particularidades próprias que exigem uma análise individualizada a ser realizada por advogado de sua confiança.

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Evilasio Tenorio, advogado especialista em Direito da Saúde e Direito Médico

Evilasio Tenorio

Advogado líder · OAB/PE 31.019 · LL.M. em Direito Médico e da Saúde (UNICAP)

Fundador do TSA | Tenorio da Silva Advocacia, com mais de 15 anos de atuação em Direito da Saúde, Direito Médico, Direito Civil e Direitos da Pessoa com Deficiência. Representa pacientes em ações contra planos de saúde e contra o SUS para acesso a medicamentos de alto custo, cirurgias, exames, home care, terapias para autismo e tratamentos oncológicos, e atua na defesa de médicos, clínicas e profissionais da saúde. Coautor de livros jurídicos pela Editora Foco e membro da Comissão de Direito e Saúde da OAB/PE.

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