O advogado Evilasio Tenorio, especialista em Direito da Saúde, concedeu entrevista à Rádio Justiça para comentar as implicações jurídicas e os possíveis desdobramentos do caso que chocou a população paraibana: o mutirão de cirurgias oftalmológicas realizado em Campina Grande que resultou em graves complicações para dezenas de pacientes.
Na entrevista, o Dr. Evilasio Tenorio analisa as responsabilidades civis, éticas e administrativas que podem recair sobre os profissionais envolvidos, a fundação responsável pela execução do mutirão e o próprio poder público, além de explicar os direitos dos pacientes afetados e as possíveis vias judiciais para reparação dos danos sofridos.
Entenda o caso
O episódio ocorreu no Hospital de Clínicas de Campina Grande, durante um mutirão promovido pela Fundação Rubens Dutra Segundo, que realizava aplicações intraoculares em pacientes com glaucoma e outras condições oftalmológicas. Após o procedimento, ao menos 20 pessoas apresentaram complicações graves, incluindo infecções, dores intensas e, em alguns casos, perda parcial ou total da visão.
A Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba determinou a suspensão imediata das atividades oftalmológicas na unidade e instaurou uma sindicância interna. O Ministério Público da Paraíba também abriu investigação, exigindo a apresentação de documentos como o contrato do mutirão e os nomes dos profissionais envolvidos. O caso está sendo acompanhado ainda pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), que poderá instaurar sindicância ética.
Ouça a entrevista completa
Convidamos você a assistir à entrevista completa do advogado Evilasio Tenorio, disponível no perfil do Instagram:
Este é um caso que levanta discussões urgentes sobre segurança em mutirões médicos, fiscalização de serviços terceirizados e, acima de tudo, a defesa da dignidade e dos direitos dos pacientes.


