ARTIGO | DIREITO DA SAÚDE | LEITURA: 13 MINUTOS

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Evilasio Tenorio
OAB/PE 31.019 · Advogado especialista em Direito Médico e da Saúde. Co-autor de livros jurídicos.

Resumo do artigo

A Darolutamida, conhecida comercialmente como Nubeqa, é um medicamento utilizado no tratamento de câncer de próstata em situações específicas, como câncer de próstata resistente à castração não metastático e câncer de próstata metastático hormônio-sensível. A negativa de cobertura por planos de saúde pode ocorrer por motivos como uso domiciliar, ausência no rol da ANS, alto custo e suposta ausência de cobertura contratual. O artigo discute as justificativas comuns para a negativa de cobertura e a importância de uma análise cuidadosa dos documentos e prescrições médicas para avaliar a necessidade do medicamento no tratamento do câncer de próstata.

!Atenção: como a justiça tem lidado com medicamentos

Atualmente, a interpretação jurídica sobre o fornecimento de medicamentos de alto custo, tanto pelo SUS quanto pelos planos de saúde, vem sendo influenciada por julgamentos recentes que redefiniram pontos relevantes sobre o tema.

Para quem depende do SUS

O STF fixou nos Temas 6 e 1234 que medicamentos fora das listas oficiais (RENAME, RESME, REMUME) não podem ser concedidos judicialmente como regra geral. A concessão excepcional continua possível, mas exige requisitos cumulativos: negativa administrativa prévia, comprovação de ilegalidade ou mora na análise pela Conitec, inexistência de alternativa terapêutica disponível no SUS e, sempre que possível, consulta prévia ao NAT-Jus ou a um especialista para atestar a indispensabilidade do medicamento não padronizado. Além disso, o Tema 1234 definiu que ações com custo anual igual ou superior a 210 salários mínimos devem ser propostas na Justiça Federal, com a União no polo passivo, sendo a responsabilidade pelo custeio compartilhada entre os entes federados conforme o valor do tratamento.

Para quem tem plano de saúde

O STF definiu na ADI 7.265 que o rol da ANS é taxativo, mas com taxatividade mitigada. A cobertura de procedimentos e medicamentos fora do rol continua possível mediante cinco requisitos cumulativos: prescrição médica ou odontológica; ausência de negativa expressa ou análise pendente pela ANS; inexistência de alternativa no rol; comprovação de eficácia por evidências científicas de alto nível; e registro na ANVISA.

Se você busca acesso a um medicamento de alto custo e teve seu pedido negado, consulte um advogado para avaliar qual o caminho mais adequado ao seu caso.

Atualização jurisprudencial · junho de 2026

O entendimento especificamente sobre a obrigatoriedade de cobertura de tratamentos oncológicos pelos planos de saúde está consolidado no STJ e permanece favorável ao beneficiário.

A jurisprudência é firme no sentido de que a operadora é obrigada a custear medicamentos e procedimentos para o tratamento do câncer, incluindo antineoplásicos de uso oral ou domiciliar, exames como radioterapia e PET-CT, e medicamentos prescritos em caráter off-label. A discussão sobre a natureza taxativa ou exemplificativa do rol da ANS é considerada irrelevante pelo STJ nessas situações: a cobertura da doença obriga o plano a fornecer o tratamento indicado pelo médico responsável.

A recusa de cobertura nesses casos é amplamente reconhecida como abusiva pelo Poder Judiciário. Se o seu plano negou um tratamento oncológico, consulte um advogado para avaliar as medidas cabíveis.

Introdução

A Darolutamida, comercialmente conhecida como Nubeqa, é um medicamento utilizado no tratamento de câncer de próstata em situações específicas, especialmente no câncer de próstata resistente à castração não metastático e no câncer de próstata metastático hormônio-sensível em combinação com docetaxel.

A negativa da Darolutamida pelo plano de saúde costuma ocorrer por argumentos como uso domiciliar, ausência no rol da ANS, alto custo, diretriz de utilização, suposta ausência de cobertura contratual, necessidade de tratamento anterior ou tentativa de substituição por outro medicamento.

Essas justificativas precisam ser analisadas com cuidado. O câncer de próstata pode evoluir em diferentes fases, e a escolha do tratamento depende do estágio da doença, da sensibilidade hormonal, da presença ou não de metástases, dos tratamentos anteriores e da avaliação do oncologista.

O Nubeqa possui registro sanitário no Brasil e indicação para cenários específicos de câncer de próstata. Isso não significa que toda prescrição será automaticamente coberta em qualquer situação, mas impede que a operadora trate o medicamento como se fosse inexistente, experimental ou sem reconhecimento regulatório.

Este artigo explica quando a Darolutamida pode ser discutida pelo plano de saúde ou pelo SUS, quais negativas são mais comuns e quais documentos ajudam a avaliar o caso.

O que é Darolutamida?

Darolutamida é o princípio ativo do medicamento Nubeqa, utilizado em determinados cenários de câncer de próstata.

Trata-se de um inibidor do receptor de andrógeno. Em linguagem prática, é um medicamento que atua bloqueando sinais hormonais que podem estimular o crescimento de células do câncer de próstata.

Por ser um medicamento oral, muitas operadoras tentam classificá-lo como medicamento de uso domiciliar sem cobertura. Essa resposta pode ser inadequada quando o medicamento integra tratamento antineoplásico prescrito para câncer de próstata.

A análise correta deve considerar a doença coberta, a prescrição médica, a indicação do medicamento, o registro sanitário, a regulamentação aplicável e o caso concreto.

Leia também Medicamentos oncológicos: como conseguir pelo plano de saúde ou pelo SUS.

Para que tipo de câncer o Nubeqa é indicado?

O Nubeqa é indicado para determinados casos de câncer de próstata, conforme a fase da doença e a estratégia terapêutica definida pelo médico.

Entre os cenários relevantes estão o câncer de próstata não metastático resistente à castração e o câncer de próstata metastático hormônio-sensível em combinação com docetaxel.

Essas expressões são importantes. “Não metastático” significa que não há metástases detectadas nos exames. “Resistente à castração” indica que a doença progride apesar da terapia de privação androgênica. “Metastático hormônio-sensível” significa que há doença metastática, mas ainda sensível ao bloqueio hormonal, com possibilidade de tratamento combinado.

Por isso, o relatório médico precisa informar exatamente qual é o cenário clínico. Não basta dizer apenas que o paciente tem câncer de próstata.

Darolutamida, Enzalutamida e Abiraterona são a mesma coisa?

Darolutamida, Enzalutamida e Abiraterona não são a mesma coisa, embora possam aparecer em discussões relacionadas ao tratamento de câncer de próstata avançado.

Esses medicamentos podem ser usados em contextos próximos, mas têm mecanismos, indicações, perfis de uso e critérios clínicos próprios. A escolha entre eles deve ser feita pelo médico assistente, considerando a fase da doença, tratamentos anteriores, riscos, efeitos adversos, comorbidades e objetivo terapêutico.

Por isso, o plano de saúde não deve simplesmente substituir Darolutamida por outro medicamento sem justificar tecnicamente que a alternativa atende ao caso concreto.

A existência de outro tratamento possível não significa que ele seja adequado para aquele paciente.

Leia também Enzalutamida pelo plano de saúde ou SUS.

O plano de saúde deve cobrir Darolutamida?

O plano de saúde pode ser obrigado a cobrir Darolutamida quando houver prescrição médica fundamentada, indicação relacionada a doença coberta pelo contrato e ausência de justificativa válida para a negativa.

Em contratos médico-hospitalares, o câncer costuma estar entre as doenças de cobertura obrigatória. A controvérsia geralmente surge sobre o medicamento específico indicado pelo oncologista.

A operadora pode analisar registro sanitário, rol da ANS, diretrizes de utilização, linha terapêutica e documentação médica. Porém, não deve negar automaticamente apenas porque o medicamento é oral, caro ou usado em casa.

Quando há câncer de próstata coberto pelo contrato, prescrição médica individualizada e documentação que demonstre a necessidade da Darolutamida, a negativa deve ser examinada com rigor.

Leia também Medicamentos de alto custo para câncer pelo plano de saúde.

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O plano pode negar Nubeqa por uso domiciliar?

O plano não deve negar automaticamente Nubeqa apenas porque o medicamento é de uso oral e pode ser utilizado em casa.

A Lei dos Planos de Saúde prevê cobertura de tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral em determinadas condições. Portanto, medicamentos orais contra câncer não devem ser confundidos com medicamentos domiciliares comuns.

Essa é uma negativa frequente. A operadora afirma que não cobre medicamento de uso domiciliar, sem considerar que a Darolutamida pode integrar tratamento antineoplásico do câncer de próstata.

O relatório médico deve explicar que o medicamento foi prescrito para tratamento oncológico, qual é a indicação, por quanto tempo será usado e qual é o risco da demora ou interrupção.

Leia também Plano de saúde negou medicamento para câncer por uso domiciliar.

O plano pode negar Darolutamida por alto custo?

O alto custo da Darolutamida não justifica, sozinho, a negativa do plano de saúde.

Medicamentos oncológicos modernos podem ter valores elevados, especialmente quando usados por tempo prolongado. Isso, porém, não autoriza a operadora a recusar o tratamento apenas pelo impacto econômico.

Na prática, o custo costuma aparecer disfarçado em outros argumentos, como ausência no rol da ANS, falta de DUT, tratamento experimental ou existência de alternativa terapêutica.

Por isso, é importante obter a negativa por escrito. Sem a negativa formal, fica mais difícil identificar o fundamento real da recusa e organizar a documentação necessária para contestá-la.

O plano pode negar Darolutamida por ausência no rol da ANS?

A ausência da Darolutamida no rol da ANS para determinada indicação não encerra automaticamente a discussão sobre cobertura.

O rol da ANS é uma referência importante de cobertura mínima obrigatória. Porém, a Lei 14.454/2022 permite discutir cobertura de tratamentos não incluídos no rol quando houver prescrição médica e critérios técnicos e científicos que sustentem a indicação.

Em oncologia, essa análise é especialmente importante porque tratamentos e indicações podem evoluir antes de uma atualização completa do rol.

Se o plano nega por ausência no rol, o relatório médico deve explicar por que a Darolutamida é necessária, qual é a fase do câncer de próstata, quais tratamentos já foram realizados e por que a alternativa sugerida pela operadora não é adequada.

Leia também Medicamento oncológico fora do rol da ANS.

A DUT da ANS pode justificar a negativa do Nubeqa?

A DUT da ANS pode ser usada como critério de análise, mas não deve ser aplicada de forma automática e sem avaliação do caso concreto.

DUT significa diretriz de utilização. Muitas operadoras negam medicamentos afirmando que o paciente não preenche determinada diretriz, mas não explicam qual requisito não foi atendido.

No caso da Darolutamida, podem ser relevantes informações como câncer de próstata não metastático resistente à castração, câncer de próstata metastático hormônio-sensível, uso em combinação com docetaxel, risco de progressão, exames de imagem, PSA e histórico terapêutico.

Se a operadora nega de forma genérica, o relatório médico deve esclarecer os critérios clínicos e demonstrar por que o medicamento foi indicado.

Leia também A DUT da ANS justifica a negativa de medicamento oncológico?.

Darolutamida é tratamento experimental?

Darolutamida não deve ser tratada automaticamente como experimental quando há registro sanitário, indicação aprovada e prescrição médica fundamentada.

Tratamento experimental é aquele sem respaldo técnico suficiente, sem validação adequada ou restrito a pesquisa clínica. Isso é diferente de medicamento registrado pela Anvisa, com indicação terapêutica aprovada e utilizado por prescrição de oncologista.

A operadora pode discutir se o caso concreto se enquadra ou não na indicação específica. Porém, não deve usar a palavra “experimental” como rótulo genérico para negar cobertura.

Se o plano alegar experimentalidade, deve explicar tecnicamente por que entende que o Nubeqa não se aplica ao caso. O relatório médico deve responder a esse ponto com diagnóstico, estágio, histórico terapêutico e urgência.

Leia também Tratamento oncológico experimental: quando o plano pode negar?.

E se o uso da Darolutamida for off-label?

Se a Darolutamida for prescrita fora de uma indicação específica de bula, a análise muda, mas a cobertura não deve ser negada automaticamente apenas por esse motivo.

Uso off-label significa prescrição fora de uma indicação expressa na bula. Em oncologia, isso pode ocorrer em situações específicas, especialmente quando há progressão da doença, falha terapêutica anterior, ausência de alternativa eficaz ou evolução da evidência científica.

O ponto central é a justificativa médica. O oncologista deve explicar por que o uso foi indicado, qual respaldo técnico existe, quais terapias já foram tentadas e por que o medicamento é necessário para aquele paciente.

Se o medicamento possui registro sanitário, a negativa automática por off-label pode ser questionada quando há relatório médico fundamentado e base técnica adequada.

Leia também Medicamento oncológico off-label pelo plano de saúde.

O plano pode substituir Darolutamida por outro tratamento?

O plano não deve substituir automaticamente Darolutamida por outro tratamento quando o médico assistente justifica que o Nubeqa é a opção adequada para o caso concreto.

Em câncer de próstata, a escolha do tratamento depende da fase da doença, da presença ou ausência de metástases, da sensibilidade hormonal, dos tratamentos já realizados, dos exames, da condição clínica e do objetivo terapêutico.

A operadora pode tentar sugerir outro medicamento, outro protocolo, abiraterona, enzalutamida, quimioterapia ou conduta já disponível em sua rede. Essa substituição pode ser inadequada quando não corresponde ao momento clínico do paciente.

O relatório médico deve explicar por que a alternativa sugerida pelo plano não substitui adequadamente a Darolutamida.

Leia também Plano de saúde pode substituir medicamento oncológico prescrito pelo médico?.

Darolutamida é medicamento de uso domiciliar?

Darolutamida é um medicamento oral, mas isso não significa que possa ser negada automaticamente como medicamento domiciliar comum.

Essa distinção é central. Medicamentos antineoplásicos orais fazem parte do tratamento do câncer e podem ter cobertura obrigatória, conforme a regulamentação aplicável.

Por isso, quando o plano nega Nubeqa com base em uso domiciliar, é importante verificar se a recusa ignora a natureza antineoplásica do medicamento.

A prescrição e o relatório médico devem deixar claro que a Darolutamida foi indicada para tratamento do câncer de próstata, e não para uma condição isolada ou sem relação com a doença oncológica.

Qual é o prazo para o plano liberar Darolutamida?

A ANS informa prazo máximo de 10 dias úteis para tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral, incluindo medicamentos para controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento e adjuvantes, com possibilidade de fornecimento fracionado por ciclo.

Como a Darolutamida é medicamento oral usado no tratamento oncológico, esse prazo costuma ser relevante na análise da demora da operadora.

Na prática, se o oncologista prescreveu Darolutamida com urgência, ciclo definido ou risco de progressão, a operadora não deve manter o pedido em análise indefinida.

A demora pode comprometer a continuidade terapêutica. Por isso, protocolos, comprovantes de envio e resposta formal são documentos importantes.

Leia também Prazo para liberação de medicamento oncológico pelo plano de saúde.

O SUS fornece Darolutamida?

O fornecimento da Darolutamida pelo SUS precisa ser analisado conforme a política pública aplicável, a existência de incorporação para a indicação pretendida e a situação clínica do paciente.

O registro na Anvisa não significa disponibilidade automática no SUS. No sistema público, além do registro sanitário, é necessário verificar incorporação pela Conitec, protocolos clínicos, alternativas terapêuticas disponíveis e fluxo administrativo.

Em 2024, a Conitec avaliou abiraterona, apalutamida, darolutamida e enzalutamida para câncer de próstata resistente à castração não metastático e metastático em diferentes cenários. Esse tipo de avaliação é importante porque define se o medicamento será incorporado ou não à política pública.

Quando o medicamento não está disponível na política pública aplicável ao caso, a discussão costuma exigir relatório médico robusto, demonstração da necessidade, ausência ou inadequação das alternativas oferecidas pelo SUS e impossibilidade financeira de custeio.

Quais documentos ajudam em caso de negativa do Nubeqa?

Os documentos mais importantes são prescrição médica, relatório oncológico detalhado, exames que comprovem o estágio da doença, histórico terapêutico, protocolos de solicitação e negativa formal do plano.

Em geral, podem ser relevantes:

  1. Prescrição médica atualizada da Darolutamida.
  2. Relatório médico explicando diagnóstico, estágio, resistência à castração, presença ou ausência de metástases, tratamentos anteriores e urgência.
  3. Laudo anatomopatológico.
  4. Exames de imagem.
  5. Exames laboratoriais e PSA, quando relevantes.
  6. Histórico de hormonioterapia, quimioterapia ou uso de docetaxel, quando aplicável.
  7. Registro de progressão da doença.
  8. Protocolo de solicitação ao plano ou ao SUS.
  9. Negativa formal.
  10. Comprovantes de envio de documentos.
  11. Orçamentos ou nota fiscal, se o paciente já pagou o medicamento.

A documentação deve demonstrar que a prescrição é individualizada e baseada no estágio da doença e no histórico terapêutico do paciente.

Leia também Documentos necessários para ação judicial de medicamento oncológico.

O que deve constar no relatório médico?

O relatório médico deve explicar por que a Darolutamida é necessária para aquele paciente, com indicação do diagnóstico, estágio da doença, histórico terapêutico e objetivo do tratamento.

Um bom relatório deve informar se há câncer de próstata não metastático resistente à castração ou câncer de próstata metastático hormônio-sensível, se há combinação com docetaxel, se houve progressão, quais alternativas foram avaliadas e por que o Nubeqa foi escolhido.

Também deve indicar urgência, risco da demora e consequências da não realização do tratamento.

Quando a negativa é baseada em uso domiciliar, rol da ANS, DUT, experimentalidade, off-label ou substituição terapêutica, o relatório deve enfrentar esses pontos sempre que possível.

O que fazer quando o plano nega Darolutamida?

Quando o plano nega Darolutamida, o primeiro passo é solicitar a negativa por escrito e identificar exatamente qual argumento foi usado pela operadora.

Depois, é importante reunir prescrição, relatório médico, exames, histórico terapêutico, protocolos e documentos do contrato.

A análise deve responder algumas perguntas:

  1. O diagnóstico é câncer de próstata?
  2. A doença é não metastática resistente à castração ou metastática hormônio-sensível?
  3. Há exames de imagem demonstrando presença ou ausência de metástases?
  4. Houve progressão da doença?
  5. O medicamento será usado isoladamente ou em combinação com docetaxel?
  6. A negativa foi por uso domiciliar, rol, DUT, custo, experimentalidade, off-label ou substituição?
  7. Existe urgência documentada?

Essas respostas ajudam a organizar a discussão e a identificar quais documentos precisam ser reforçados.

Conclusão

A Darolutamida, Nubeqa, é um medicamento oral utilizado em situações específicas de câncer de próstata e pode ser discutida com o plano de saúde quando houver prescrição médica fundamentada e indicação compatível com o caso concreto.

A negativa não deve ser automática por uso domiciliar, alto custo, ausência no rol da ANS, DUT, suposta experimentalidade ou tentativa de substituição terapêutica. A operadora precisa analisar a documentação médica e apresentar justificativa clara.

No SUS, o acesso depende da política pública aplicável, da existência de incorporação para a indicação pretendida e da análise individual do caso.

Em qualquer cenário, a documentação é decisiva. Prescrição, relatório oncológico, laudo anatomopatológico, exames de imagem, PSA, histórico terapêutico, protocolos e negativa formal ajudam a avaliar a recusa.

Se este artigo foi útil, leia também a guia sobre medicamentos oncológicos pelo plano de saúde ou pelo SUS.


Perguntas frequentes

Darolutamida pelo plano de saúde ou SUS

O que é Darolutamida?

Darolutamida é o princípio ativo do Nubeqa, medicamento oral utilizado em determinados casos de câncer de próstata.

Nubeqa e Darolutamida são a mesma coisa?

Sim. Nubeqa é o nome comercial do medicamento cujo princípio ativo é a Darolutamida.

O plano de saúde deve cobrir Nubeqa?

Pode haver obrigação de cobertura quando há prescrição médica fundamentada, relação com doença coberta e ausência de justificativa válida para a negativa.

O plano pode negar Darolutamida por uso domiciliar?

Não deve negar automaticamente. A Darolutamida é medicamento oral, mas pode integrar tratamento antineoplásico do câncer de próstata.

O plano pode negar por ausência no rol da ANS?

A ausência no rol não encerra automaticamente a discussão. A cobertura pode ser analisada conforme prescrição médica, evidência técnica e Lei 14.454/2022.

Darolutamida é tratamento experimental?

Não deve ser tratada automaticamente como experimental quando há registro sanitário, indicação aprovada e prescrição médica fundamentada.

Qual é o prazo para o plano liberar Darolutamida?

Para tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral, a ANS informa prazo máximo de 10 dias úteis, com possibilidade de fornecimento fracionado por ciclo.

Quais documentos ajudam em caso de negativa?

Prescrição, relatório médico, laudo anatomopatológico, exames de imagem, PSA, histórico terapêutico, protocolos e negativa formal são documentos importantes.

!Vigência das informações

O conteúdo deste artigo reflete a situação jurídica vigente na data de sua publicação original: junho de 2026. Alterações legislativas, normativas ou jurisprudenciais posteriores podem impactar as informações aqui apresentadas.

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui a análise jurídica individualizada. A leitura do artigo não configura consultoria jurídica nem estabelece relação advogado-cliente. Cada caso possui particularidades próprias que exigem uma análise individualizada a ser realizada por advogado de sua confiança.

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Evilasio Tenorio, advogado especialista em Direito da Saúde e Direito Médico

Evilasio Tenorio

Advogado líder · OAB/PE 31.019 · LL.M. em Direito Médico e da Saúde (UNICAP)

Fundador do TSA | Tenorio da Silva Advocacia, com mais de 15 anos de atuação em Direito da Saúde, Direito Médico, Direito Civil e Direitos da Pessoa com Deficiência. Representa pacientes em ações contra planos de saúde e contra o SUS para acesso a medicamentos de alto custo, cirurgias, exames, home care, terapias para autismo e tratamentos oncológicos, e atua na defesa de médicos, clínicas e profissionais da saúde. Coautor de livros jurídicos pela Editora Foco e membro da Comissão de Direito e Saúde da OAB/PE.

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