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GUIA DE DIREITOS EM PLANOS DE SAÚDE E SUS

Medicamento de alto custo: como conseguir pelo plano de saúde ou pelo SUS

Plano negou ou SUS não fornece seu medicamento? Saiba o que é medicamento de alto custo, quem tem direito, quais documentos reunir e como obter pela via judicial.
Evilasio Tenorio
OAB/PE 31.019 · LL.M. em Direito Médico e da Saúde (UNICAP)

Resumo do artigo

Medicamentos de alto custo são essenciais para o tratamento de doenças graves, crônicas ou raras e podem ser fornecidos pelo SUS ou planos de saúde, mesmo quando há negativa administrativa. O SUS é responsável por medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica e, em certas condições, por outros medicamentos, enquanto os planos de saúde devem fornecer medicamentos do Rol da ANS e, em alguns casos, além dele. Quando há negativa, a via judicial, com liminares rápidas, é uma opção, exigindo documentação médica detalhada e comprovação de incapacidade financeira para o SUS, conforme critérios estabelecidos pelo STF e STJ.

📚 Este artigo integra o Guia Completo dos Direitos em Planos de Saúde e SUS

Este conteúdo faz parte de uma coletânea temática organizada pelo escritório TSA | Tenorio da Silva Advocacia. Acesse o guia completo e explore todos os temas disponíveis.

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Introdução

Medicamento de alto custo é aquele com preço elevado que, pela sua essencialidade no tratamento de doenças graves, crônicas ou raras, gera obrigação legal de fornecimento pelo SUS ou pelo plano de saúde, mesmo quando negado administrativamente.

No Brasil, tanto o sistema público quanto os planos privados têm deveres legais em relação ao fornecimento de medicamentos. O SUS responde por aqueles incorporados ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) e, em determinadas condições, por medicamentos fora dessa lista. Os planos de saúde respondem pelos medicamentos incluídos no Rol da ANS e, em muitos casos, por medicamentos que ultrapassam esse rol quando há indicação clínica adequada.

Quando o fornecimento é negado, a via judicial tem se mostrado o caminho mais eficaz. Liminares concedidas em 24 a 72 horas são comuns em casos com boa documentação médica e jurídica.

Este guia explica como funciona o direito ao medicamento de alto custo, quais documentos são necessários, como a Justiça decide e quais são os caminhos disponíveis para plano de saúde e SUS.

O que define um medicamento como “de alto custo”?

Medicamento de alto custo é definido pelo impacto financeiro no orçamento do paciente combinado com a essencialidade terapêutica, não apenas pelo preço absoluto. No contexto do SUS, o critério formal está no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, que reúne medicamentos para doenças crônicas graves com protocolos clínicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Na via judicial, o critério é mais amplo. A Justiça considera medicamento de alto custo aquele cujo preço representa comprometimento significativo da renda familiar, geralmente acima de 70% do salário mínimo por mês, conforme parâmetro indicativo adotado em decisões do STJ e do STF.

Entenda mais sobre o que a Justiça considera medicamento de alto custo.

Quem tem direito ao medicamento de alto custo pelo SUS?

Todo paciente que preenche os critérios clínicos do protocolo do Ministério da Saúde tem direito ao medicamento de alto custo pelo SUS. Para medicamentos incorporados ao CEAF, o acesso é administrativo mediante apresentação de receita, laudo e documentos exigidos pelo protocolo clínico da doença.

Para medicamentos não incorporados ao SUS, o Tema 1234 do STF (RE 1.366.243) estabelece os requisitos cumulativos para fornecimento judicial: registro na ANVISA, ineficácia ou inexistência de substituto terapêutico no SUS, laudo médico fundamentado com evidência científica de alto nível, e comprovação de incapacidade financeira do paciente.

Entenda o impacto do Tema 1234 do STF para quem precisa de medicamentos pelo SUS e o que o STF exige em termos de evidências científicas para liberar medicamentos.

O plano de saúde é obrigado a fornecer medicamento de alto custo?

Sim. O plano de saúde é obrigado a fornecer medicamentos incluídos no Rol da ANS e, em muitos casos, medicamentos fora do Rol quando há indicação clínica adequada e ausência de substituto terapêutico equivalente coberto. A ADI 7.265 do STF consolidou que o Rol da ANS é referência mínima, não teto de cobertura.

Para medicamentos oncológicos especificamente, a jurisprudência do STJ é consolidada: o plano não pode negar quimioterápicos orais prescritos pelo médico assistente sob alegação de que não constam no Rol, quando não há substituto terapêutico disponível na cobertura do plano. Saiba como contestar a negativa de medicamento oncológico pelo plano de saúde.

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Quais documentos são necessários para obter o medicamento judicialmente?

A qualidade da documentação é o principal fator que determina a velocidade e o sucesso da liminar. Os documentos essenciais são laudo médico detalhado com diagnóstico, CID, prescrição do medicamento com nome comercial e genérico, dose, posologia e justificativa da escolha terapêutica; relatório médico explicando por que não há substituto terapêutico disponível no SUS ou no plano; bula ou comprovação de registro na ANVISA; orçamento do medicamento; e, para ações contra o SUS, comprovação de incapacidade financeira.

O laudo médico é a peça mais crítica. Laudos genéricos são a principal causa de indeferimento de liminares. Entenda o que precisa constar no laudo médico para ação judicial de medicamento contra o SUS e como comprovar incapacidade financeira em ação judicial de medicamentos.

Como funciona a liminar para obter medicamento de alto custo?

A liminar é uma decisão judicial provisória que obriga o fornecimento do medicamento antes do julgamento final do processo. Em casos urgentes com boa documentação, pode ser concedida em 24 a 72 horas.

Para obtê-la, o pedido precisa demonstrar dois requisitos: plausibilidade do direito, ou seja, que há fundamento jurídico para o fornecimento, e urgência, isto é, que a demora causará dano grave à saúde do paciente. Quando o medicamento é para doença oncológica, neurológica grave ou doença rara sem alternativa terapêutica, a urgência geralmente é reconhecida com facilidade.

O descumprimento da liminar pela operadora de saúde ou pelo Estado gera multa diária e pode resultar em bloqueio de ativos via SISBAJUD.

O que mudou com o Tema 1234 do STF?

O Tema 1234 do STF, julgado em 2022, restringiu o acesso judicial a medicamentos não incorporados ao SUS ao exigir requisitos mais rígidos, especialmente a comprovação de evidência científica de alto nível como estudos clínicos randomizados ou aprovação por agências regulatórias de referência internacional.

Na prática, medicamentos com registro na ANVISA e respaldo em literatura científica robusta continuam acessíveis pela via judicial. O impacto maior foi sobre medicamentos experimentais ou com evidência científica fraca, que passaram a enfrentar maior resistência nos tribunais.

Conclusão

O direito ao medicamento de alto custo está garantido na Constituição Federal e consolidado por décadas de jurisprudência do STJ e do STF. O caminho administrativo deve ser tentado primeiro, mas quando a negativa ocorre, a via judicial com pedido de liminar é o instrumento mais eficaz para garantir o acesso rápido ao tratamento.

A chave para o sucesso é a documentação. Um laudo médico bem fundamentado, com evidência científica adequada e justificativa clara da escolha terapêutica, é o que diferencia uma liminar concedida em 48 horas de um processo que se arrasta por meses.

Leia também nosso guia sobre medicamentos oncológicos e como contestar a negativa do plano e o artigo sobre o que o STF exige em evidências científicas para liberar medicamentos pelo SUS.



Guia temático · Medicamentos de alto custo
Medicamentos de alto custo: como conseguir pelo plano de saúde, pelo SUS ou pela Justiça

Organização completa dos conteúdos sobre medicamentos de alto custo, com fundamentos jurídicos, acesso pelo plano de saúde, acesso pelo SUS, liminar, documentos, medicamentos oncológicos, doenças raras, doenças neurológicas, diabetes, doenças pulmonares, autoimunes e outros tratamentos de alta complexidade.

01
Fundamentos dos medicamentos de alto custo

Conteúdos para explicar o que é medicamento de alto custo, quem tem direito, como a Justiça analisa esses casos e quais categorias exigem atenção especial, como uso off-label, medicamentos órfãos, experimentais, compassivos e sem registro sanitário.

Artigo principal
O que é medicamento de alto custo e quem tem direito?

Explica o conceito de medicamento de alto custo, quem pode pedir e quais caminhos existem para obter o tratamento.

02
Como conseguir medicamento de alto custo pelo plano de saúde

Conteúdos voltados à relação com a operadora, solicitação administrativa, negativa formal, rol da ANS, DUT, uso domiciliar, medicamento oral, substituição terapêutica e documentos necessários para contestar a recusa.

Artigo principal
Como solicitar medicamento de alto custo ao plano de saúde?

Passo a passo para fazer o pedido administrativo, reunir documentos e exigir resposta formal da operadora.

03
Como conseguir medicamento de alto custo pelo SUS

Conteúdos sobre pedido administrativo no SUS, medicamentos fora da lista, falta de estoque, CONITEC, RENAME, incapacidade financeira e judicialização contra União, Estado ou Município.

Artigo principal
Como conseguir remédio de alto custo pelo SUS?

Guia prático sobre pedido administrativo, documentos, prescrição médica e providências diante da recusa.

04
Via judicial, liminar, NAT-JUS e cumprimento da decisão

Conteúdos sobre ação judicial, tutela de urgência, parecer técnico do NAT-JUS, Tema 1234 do STF, descumprimento de liminar, multa, bloqueio de valores e execução da decisão.

Artigo principal
Liminar para medicamento negado

Explica como funciona o pedido urgente e quais provas aumentam a chance de deferimento.

05
Medicamentos oncológicos de alto custo

Bloco próprio para câncer, sem transformar o guia geral em um guia apenas oncológico. Reúne fundamentos sobre medicamentos contra câncer, imunoterapia, quimioterapia oral, off-label, rol da ANS, DUT, reembolso, documentos e negativas mais comuns.

Artigo principal
Medicamentos oncológicos: como conseguir pelo plano ou SUS

Guia específico para medicamentos contra câncer, com foco em plano de saúde, SUS e ação judicial.

06
Câncer de mama, BRCA, HER2 e terapias-alvo

Medicamentos de alto custo usados em câncer de mama, mutação BRCA, HER2 positivo, HER2 low, HR positivo, terapias-alvo e inibidores de CDK4/6.

Artigo principal
Trastuzumabe deruxtecana pelo plano de saúde ou SUS

Indicado em câncer de mama HER2 positivo, HER2 low e HER2 ultralow.

07
Câncer de pulmão, biomarcadores e imunoterapia

Medicamentos de alto custo usados em câncer de pulmão, com foco em ALK, ROS1, EGFR, KRAS, imunoterapia, terapias-alvo e tratamento após progressão.

Artigo principal
Crizotinibe pelo plano de saúde ou SUS

Indicado em câncer de pulmão ALK positivo ou ROS1.

08
Câncer de próstata, terapias hormonais e radiofármacos

Conteúdos sobre medicamentos e terapias de alto custo para câncer de próstata avançado, metastático, resistente à castração ou com indicação molecular específica.

Artigo principal
Apalutamida pelo plano de saúde ou SUS

Medicamento usado em câncer de próstata avançado ou resistente à castração.

09
Câncer renal, fígado, tireoide, GIST e tumores raros

Medicamentos de alto custo em tumores renais, hepáticos, tireoidianos, GIST, tumores neuroendócrinos, tumores cutâneos raros e tratamentos guiados por biomarcadores.

Artigo principal
Cabozantinibe pelo plano de saúde ou SUS

Usado em câncer renal, fígado e tireoide.

10
Hematologia oncológica, leucemias, linfomas e mieloma múltiplo

Medicamentos de alto custo em leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, síndromes mielodisplásicas, terapias orais, CAR T e anticorpos biespecíficos.

Artigo principal
Daratumumabe (Darzalex) pelo plano ou SUS

Medicamento relevante no mieloma múltiplo.

11
Doenças pulmonares, fibrose pulmonar e antifibróticos

Bloco não oncológico para medicamentos de alto custo usados em fibrose pulmonar idiopática e outras doenças pulmonares graves com indicação de antifibróticos.

Artigo principal
Nintedanibe pelo plano de saúde ou SUS

Medicamento usado em fibrose pulmonar e outros contextos de doença pulmonar grave.

12
Doenças raras e medicamentos órfãos

Conteúdos sobre medicamentos de alto custo para doenças raras, doenças autoinflamatórias, tratamentos órfãos, uso compassivo, importação excepcional e medicamentos com alta dependência de prova técnica individualizada.

Artigo principal
Canaquinumabe pelo plano de saúde ou SUS

Medicamento para doenças autoinflamatórias raras, com alta especificidade técnica.

13
Doenças neurológicas e esclerose múltipla

Conteúdos sobre medicamentos de alto custo usados em neurologia, especialmente esclerose múltipla, doenças neurodegenerativas e tratamentos com forte dependência de laudo médico, histórico terapêutico e evidência científica.

Artigo principal
Ocrelizumabe pelo plano de saúde ou SUS

Medicamento relevante em esclerose múltipla, com negativas por custo ou critérios administrativos.

14
Diabetes e endocrinologia

Bloco para organizar medicamentos, tecnologias e insumos de alto custo em diabetes e doenças endócrinas, inclusive quando houver recusa por plano de saúde ou ausência de fornecimento regular pelo SUS.

Artigo principal
Bomba de insulina pelo plano de saúde

Conteúdo de apoio sobre tecnologia de alto custo para controle do diabetes quando há indicação médica.

15
Outros tratamentos: autoimunes, olhos, Alzheimer, autismo e biológicos

Bloco final para tratamentos de alto custo que não cabem nos grupos anteriores, incluindo doenças autoimunes, doenças inflamatórias intestinais, psoríase, artrite psoriásica, oftalmologia, Alzheimer, autismo e medicamentos biológicos.

Artigo principal
Ustequinumabe pelo plano de saúde ou SUS

Biológico usado em psoríase, doença de Crohn e artrite psoriásica.

O caminho muda conforme o medicamento, a doença e se a discussão é com o plano de saúde, com o SUS ou pela via judicial. O guia principal reúne o panorama geral e leva a cada tema específico.

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Perguntas frequentes

Medicamento de alto custo: como conseguir pelo plano de saúde ou pelo SUS

O que é considerado medicamento de alto custo?

É aquele com preço elevado e essencialidade terapêutica no tratamento de doenças graves, crônicas ou raras. Na via judicial, o parâmetro indicativo é o comprometimento de mais de 70% do salário mínimo mensal com o medicamento.

O SUS é obrigado a fornecer medicamentos de alto custo?

Sim. Medicamentos incorporados ao CEAF têm fornecimento administrativo. Para medicamentos fora da lista, o Tema 1234 do STF exige registro na ANVISA, inexistência de substituto no SUS, laudo médico com evidência científica de alto nível e comprovação de incapacidade financeira.

O plano de saúde pode negar medicamento de alto custo?

Não, quando o medicamento tem indicação clínica adequada e não há substituto terapêutico equivalente coberto. O Rol da ANS é cobertura mínima, não teto. Medicamentos oncológicos orais prescritos pelo médico assistente têm proteção consolidada no STJ.

Quais documentos são necessários para ação judicial de medicamento?

Laudo médico detalhado com diagnóstico, CID, prescrição e justificativa terapêutica; relatório médico sobre ausência de substituto; comprovante de registro na ANVISA; orçamento do medicamento; e, para ações contra o SUS, comprovação de incapacidade financeira.

Em quanto tempo uma liminar de medicamento pode ser concedida?

Em casos urgentes com documentação adequada, entre 24 e 72 horas. Laudos genéricos ou documentação incompleta atrasam ou inviabilizam a liminar.

O que mudou com o Tema 1234 do STF?

O Tema 1234 exigiu requisitos mais rígidos para medicamentos não incorporados ao SUS, especialmente evidência científica de alto nível. Medicamentos com registro na ANVISA e respaldo científico robusto continuam acessíveis judicialmente.

O plano que descumpre a liminar pode ser multado?

Sim. O descumprimento gera multa diária fixada pelo juiz e pode resultar em bloqueio de ativos bancários via SISBAJUD.

O SUS pode ser obrigado a custear medicamento em clínica particular?

Sim, quando não há vaga ou fornecimento adequado na rede pública. A ausência de serviço não exime o Estado do dever de custeio do tratamento prescrito.

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui a análise jurídica individualizada. A leitura do artigo não configura consultoria jurídica nem estabelece relação advogado-cliente. Cada caso possui particularidades próprias que exigem uma análise individualizada a ser realizada por advogado de sua confiança.

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Evilasio Tenorio

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Evilasio Tenorio é advogado inscrito na OAB/PE 31.019, fundador do TSA | Tenorio da Silva Advocacia, com mais de 15 anos de atuação. Atua de forma especializada em Direito da Saúde, Direito Médico, Direito Civil e Direitos da Pessoa com Deficiência, com formação complementar em Planos de Saúde. Representa pacientes em ações contra planos de saúde e contra o SUS para acesso a medicamentos de alto custo, cirurgias, exames, home care, terapias para autismo, tratamentos oncológicos e demais procedimentos negados. Também atua na defesa de médicos, clínicas e profissionais da saúde. É coautor de livros jurídicos publicados pela Editora Foco, membro da Comissão de Direito e Saúde da OAB/PE e do Instituto Miguel Kfouri Neto. Atende clientes presencialmente em Recife/PE e em todo o Brasil pela internet.

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O escritório é fundado e liderado pelo advogado Evilasio Tenorio, inscrito na OAB/PE sob o número 31.019. Possui LL.M. em Direito Médico e da Saúde pela Unicap, especializações pela FMP e pelo CBI of Miami, e é membro da Comissão de Direito e Saúde da OAB/PE, da AASP, da ABA e do Instituto Miguel Kfouri Neto (IKMN).

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