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ARTIGO | DIREITO DA SAÚDE | LEITURA: 14 MINUTOS

Tarlatamabe pelo plano de saúde ou SUS: como conseguir o Imdelltra

Entenda quando o Tarlatamabe, Imdelltra, pode ser coberto pelo plano de saúde ou discutido pelo SUS para câncer de pulmão de pequenas células.
Evilasio Tenorio
OAB/PE 31.019 · LL.M. em Direito Médico e da Saúde (UNICAP)

Resumo do artigo

O Tarlatamabe, conhecido comercialmente como Imdelltra, é um medicamento utilizado no tratamento de câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso, especialmente quando a doença progride durante ou após quimioterapia à base de platina. A negativa de cobertura por planos de saúde é comum, com justificativas como ausência no rol da ANS, alto custo e alegações de experimentalidade. A análise da cobertura deve considerar a prescrição médica, o registro sanitário e a documentação que demonstre a necessidade do medicamento, sendo essencial um relatório médico detalhado para evitar negativas baseadas em análises superficiais.

!Atenção: como a justiça tem lidado com medicamentos

Atualmente, a interpretação jurídica sobre o fornecimento de medicamentos de alto custo, tanto pelo SUS quanto pelos planos de saúde, vem sendo influenciada por julgamentos recentes que redefiniram pontos relevantes sobre o tema.

Para quem depende do SUS

O STF fixou nos Temas 6 e 1234 que medicamentos fora das listas oficiais (RENAME, RESME, REMUME) não podem ser concedidos judicialmente como regra geral. A concessão excepcional continua possível, mas exige requisitos cumulativos: negativa administrativa prévia, comprovação de ilegalidade ou mora na análise pela Conitec, inexistência de alternativa terapêutica disponível no SUS e, sempre que possível, consulta prévia ao NAT-Jus ou a um especialista para atestar a indispensabilidade do medicamento não padronizado. Além disso, o Tema 1234 definiu que ações com custo anual igual ou superior a 210 salários mínimos devem ser propostas na Justiça Federal, com a União no polo passivo, sendo a responsabilidade pelo custeio compartilhada entre os entes federados conforme o valor do tratamento.

Para quem tem plano de saúde

O STF definiu na ADI 7.265 que o rol da ANS é taxativo, mas com taxatividade mitigada. A cobertura de procedimentos e medicamentos fora do rol continua possível mediante cinco requisitos cumulativos: prescrição médica ou odontológica; ausência de negativa expressa ou análise pendente pela ANS; inexistência de alternativa no rol; comprovação de eficácia por evidências científicas de alto nível; e registro na ANVISA.

Se você busca acesso a um medicamento de alto custo e teve seu pedido negado, consulte um advogado para avaliar qual o caminho mais adequado ao seu caso.

Atualização jurisprudencial · junho de 2026

O entendimento especificamente sobre a obrigatoriedade de cobertura de tratamentos oncológicos pelos planos de saúde está consolidado no STJ e permanece favorável ao beneficiário.

A jurisprudência é firme no sentido de que a operadora é obrigada a custear medicamentos e procedimentos para o tratamento do câncer, incluindo antineoplásicos de uso oral ou domiciliar, exames como radioterapia e PET-CT, e medicamentos prescritos em caráter off-label. A discussão sobre a natureza taxativa ou exemplificativa do rol da ANS é considerada irrelevante pelo STJ nessas situações: a cobertura da doença obriga o plano a fornecer o tratamento indicado pelo médico responsável.

A recusa de cobertura nesses casos é amplamente reconhecida como abusiva pelo Poder Judiciário. Se o seu plano negou um tratamento oncológico, consulte um advogado para avaliar as medidas cabíveis.

Introdução

O Tarlatamabe, comercialmente conhecido como Imdelltra, é um medicamento indicado para tratamento de câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso, em cenário específico de progressão da doença durante ou após quimioterapia à base de platina.

A negativa do Tarlatamabe pelo plano de saúde costuma ocorrer por argumentos como ausência no rol da ANS, alto custo, diretriz de utilização, suposta experimentalidade, medicamento novo, ausência de protocolo interno, necessidade de tratamento anterior ou tentativa de substituição por outro tratamento.

Essas justificativas precisam ser analisadas com cuidado. O câncer de pulmão de pequenas células é uma doença agressiva, e a escolha do tratamento depende do estágio, da resposta à quimioterapia anterior, da progressão da doença, da condição clínica do paciente e da avaliação do oncologista.

O Imdelltra possui aprovação sanitária no Brasil e indicação para cenário específico de câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso. Isso não significa que toda prescrição será automaticamente coberta em qualquer situação, mas impede que a operadora trate o medicamento como se fosse inexistente, sem registro ou meramente experimental.

Este artigo explica quando o Tarlatamabe pode ser discutido pelo plano de saúde ou pelo SUS, quais negativas são mais comuns e quais documentos ajudam a avaliar o caso.

O que é Tarlatamabe?

Tarlatamabe é o princípio ativo do medicamento Imdelltra, utilizado em determinado cenário de câncer de pulmão de pequenas células.

Trata-se de uma terapia biológica moderna, classificada como anticorpo biespecífico. Em linguagem prática, é um medicamento que atua aproximando células do sistema imunológico de células tumorais que expressam determinado alvo relacionado ao câncer de pulmão de pequenas células.

Por ser um medicamento novo e de alto custo, muitas operadoras tendem a negar a cobertura com fundamentos genéricos. A análise correta, porém, deve considerar a prescrição médica, o registro sanitário, a doença coberta, o histórico terapêutico do paciente e a regulamentação aplicável.

O relatório médico é decisivo para demonstrar por que o Imdelltra foi indicado naquele momento e por que outros tratamentos não são suficientes para o caso concreto.

Leia também Medicamentos oncológicos: como conseguir pelo plano de saúde ou pelo SUS.

Para que tipo de câncer o Imdelltra é indicado?

O Imdelltra é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso, quando há progressão da doença durante ou após quimioterapia à base de platina.

Essa informação é importante porque o Tarlatamabe não deve ser analisado como tratamento genérico para todo câncer de pulmão.

Existem diferentes tipos de câncer de pulmão. O câncer de pulmão de pequenas células é diferente do câncer de pulmão de não pequenas células, que envolve outros medicamentos e outros critérios, como EGFR, ALK, ROS1, KRAS e outros marcadores.

Por isso, o relatório médico deve indicar claramente o diagnóstico, o estágio extenso, o tratamento anterior à base de platina, a progressão da doença e a razão da escolha do Tarlatamabe.

Sem essa documentação, a operadora pode tentar negar o tratamento com base em análise superficial ou incompleta.

Câncer de pulmão de pequenas células é diferente de câncer de pulmão de não pequenas células?

Sim. O câncer de pulmão de pequenas células é diferente do câncer de pulmão de não pequenas células.

Essa diferença importa muito para o tratamento. Muitos medicamentos usados em câncer de pulmão de não pequenas células, como terapias para EGFR ou ALK, não se aplicam automaticamente ao câncer de pulmão de pequenas células.

O Tarlatamabe está relacionado ao câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso, em cenário de progressão após tratamento com quimioterapia à base de platina.

Por isso, a operadora não deve avaliar o pedido apenas como “câncer de pulmão”. É preciso identificar o subtipo, o estágio, as terapias anteriores e o objetivo do tratamento.

Leia também Amivantamabe pelo plano de saúde.

O que significa câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso?

Câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso significa que a doença ultrapassou uma extensão limitada e exige tratamento sistêmico, conforme avaliação médica.

Na prática, esse estágio costuma envolver doença avançada, disseminada ou com necessidade de terapias que atuem no corpo como um todo, e não apenas em uma região específica.

Essa informação é importante porque o Imdelltra é indicado para um cenário clínico específico. Não basta dizer que o paciente tem câncer de pulmão. É necessário explicar que se trata de câncer de pulmão de pequenas células, em estágio extenso, com progressão durante ou após quimioterapia à base de platina.

O relatório médico deve ser claro nesse ponto para reduzir o risco de negativa administrativa genérica.

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O plano de saúde deve cobrir Tarlatamabe?

O plano de saúde pode ser obrigado a cobrir Tarlatamabe quando houver prescrição médica fundamentada, indicação relacionada a doença coberta pelo contrato e ausência de justificativa válida para a negativa.

Em contratos médico-hospitalares, o tratamento do câncer costuma estar dentro da cobertura assistencial. A discussão normalmente surge sobre o medicamento específico indicado pelo oncologista.

A operadora pode analisar registro sanitário, rol da ANS, diretrizes de utilização, documentação médica, linha terapêutica e rede assistencial. Porém, não deve negar automaticamente apenas porque o medicamento é novo, caro ou indicado em doença avançada.

Quando há câncer de pulmão coberto pelo contrato, prescrição médica individualizada e documentação que demonstre a necessidade do Tarlatamabe, a negativa deve ser examinada com rigor.

Leia também Medicamentos de alto custo para câncer pelo plano de saúde.

O plano pode negar Imdelltra por alto custo?

O alto custo do Imdelltra não justifica, sozinho, a negativa do plano de saúde.

Medicamentos oncológicos modernos podem ter valores elevados, especialmente quando indicados para doença avançada, recidivada ou refratária. Isso, porém, não autoriza a operadora a recusar tratamento necessário apenas pelo impacto econômico.

Na prática, o custo costuma aparecer disfarçado em outros argumentos. O plano pode alegar ausência no rol da ANS, falta de DUT, suposta experimentalidade, inexistência de cobertura contratual ou necessidade de uso de alternativa terapêutica.

Por isso, é importante obter a negativa por escrito. Sem a negativa formal, fica mais difícil identificar o fundamento real da recusa e organizar a documentação necessária para contestá-la.

O plano pode negar Tarlatamabe por ausência no rol da ANS?

A ausência do Tarlatamabe no rol da ANS para determinada indicação não encerra automaticamente a discussão sobre cobertura.

O rol da ANS é uma referência importante de cobertura mínima obrigatória. Porém, a Lei 14.454/2022 permite discutir cobertura de tratamentos não incluídos no rol quando houver prescrição médica e critérios técnicos e científicos que sustentem a indicação.

Em oncologia, essa análise é especialmente importante porque novos medicamentos podem ter registro sanitário e indicação clínica antes de uma atualização completa do rol.

Se o plano nega por ausência no rol, o relatório médico deve explicar por que o Tarlatamabe é necessário, qual é o subtipo do câncer de pulmão, qual é o estágio da doença, quais tratamentos já foram realizados e por que as alternativas disponíveis não são adequadas.

Leia também Medicamento oncológico fora do rol da ANS.

A DUT da ANS pode justificar a negativa do Imdelltra?

A DUT da ANS pode ser usada como critério de análise, mas não deve ser aplicada de forma automática e sem avaliação do caso concreto.

DUT significa diretriz de utilização. Muitas operadoras negam medicamentos afirmando que o paciente não preenche determinada diretriz, mas não explicam qual requisito não foi atendido.

No caso do Tarlatamabe, podem ser relevantes informações como câncer de pulmão de pequenas células, estágio extenso, progressão durante ou após quimioterapia à base de platina, tratamentos anteriores, condição clínica e ausência de alternativa adequada.

Se a operadora nega de forma genérica, o relatório médico deve esclarecer os critérios clínicos e demonstrar por que o medicamento foi indicado.

Leia também A DUT da ANS justifica a negativa de medicamento oncológico?.

Tarlatamabe é tratamento experimental?

Tarlatamabe não deve ser tratado automaticamente como experimental quando há registro sanitário, indicação aprovada e prescrição médica fundamentada.

Tratamento experimental é aquele sem respaldo técnico suficiente, sem validação adequada ou restrito a pesquisa clínica. Isso é diferente de medicamento aprovado pela autoridade sanitária, com indicação terapêutica reconhecida e utilizado por prescrição do oncologista.

A operadora pode discutir se o caso concreto se enquadra ou não em determinada indicação. Porém, não deve usar a palavra “experimental” como rótulo genérico para negar cobertura.

Se o plano alegar experimentalidade, deve explicar tecnicamente por que entende que o Imdelltra não se aplica ao caso. O relatório médico deve responder a esse ponto com diagnóstico, estágio, tratamento anterior com platina, progressão da doença e urgência.

Leia também Tratamento oncológico experimental: quando o plano pode negar?.

E se o uso do Tarlatamabe for off-label?

Se o Tarlatamabe for prescrito fora de uma indicação específica de bula, a análise muda, mas a cobertura não deve ser negada automaticamente apenas por esse motivo.

Uso off-label significa prescrição fora de uma indicação expressa na bula. Em oncologia, isso pode ocorrer em situações específicas, especialmente quando há doença agressiva, falha terapêutica anterior, ausência de alternativa eficaz ou evolução da evidência científica.

O ponto central é a justificativa médica. O oncologista deve explicar por que o uso foi indicado, qual respaldo técnico existe, quais terapias já foram tentadas e por que o medicamento é necessário para aquele paciente.

Se o medicamento possui registro sanitário, a negativa automática por off-label pode ser questionada quando há relatório médico fundamentado e base técnica adequada.

Leia também Medicamento oncológico off-label pelo plano de saúde.

O plano pode substituir Tarlatamabe por outro tratamento?

O plano não deve substituir automaticamente Tarlatamabe por outro tratamento quando o médico assistente justifica que o Imdelltra é a opção adequada para o caso concreto.

A escolha do tratamento para câncer de pulmão de pequenas células depende de fatores como estágio, resposta à quimioterapia, progressão da doença, terapias anteriores, condição clínica, velocidade da evolução e objetivo terapêutico.

A operadora pode tentar sugerir quimioterapia, imunoterapia, outro protocolo ou tratamento já disponível em sua rede. Essa substituição pode ser inadequada quando não corresponde ao momento clínico do paciente.

O relatório médico deve explicar por que a alternativa sugerida pelo plano não substitui adequadamente o Tarlatamabe.

Leia também Plano de saúde pode substituir medicamento oncológico prescrito pelo médico?.

Tarlatamabe é medicamento de uso domiciliar?

Tarlatamabe não deve ser confundido com medicamento domiciliar comum.

O Imdelltra é um tratamento oncológico especializado, com administração e monitoramento definidos conforme prescrição médica e bula do medicamento. A discussão costuma envolver cobertura assistencial, autorização de ciclos, rede credenciada, alto custo, rol da ANS, DUT e necessidade de ambiente adequado para administração.

A operadora não deve negar o tratamento com fundamento genérico, sem analisar a natureza do medicamento e a indicação médica.

Também não deve deixar o pedido em análise indefinida. Tratamento para câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso pode exigir rapidez na autorização, especialmente quando há progressão documentada.

Qual é o prazo para o plano liberar Tarlatamabe?

O prazo deve respeitar a regulamentação da ANS e a urgência do caso concreto, especialmente quando o tratamento precisa começar ou continuar sem atraso.

A RN 566/2022 prevê prazo de 10 dias úteis para tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral, procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia, quando relacionados à continuidade da assistência prestada em internação hospitalar.

Na prática, se o oncologista prescreveu Tarlatamabe com urgência, ciclo definido ou risco de progressão, a operadora não deve manter o pedido em análise indefinida.

A demora pode comprometer a continuidade terapêutica. Por isso, protocolos, comprovantes de envio e resposta formal são documentos importantes.

Leia também Prazo para liberação de medicamento oncológico pelo plano de saúde.

O SUS fornece Tarlatamabe?

O fornecimento do Tarlatamabe pelo SUS deve ser analisado conforme a política pública aplicável, a existência de incorporação para a indicação pretendida e a situação clínica do paciente.

O registro na Anvisa não significa disponibilidade automática no SUS. No sistema público, além do registro sanitário, é necessário verificar incorporação pela Conitec, protocolos clínicos, alternativas terapêuticas disponíveis e fluxo administrativo.

Quando o medicamento não está disponível na política pública aplicável ao caso, a discussão costuma exigir relatório médico robusto, demonstração da necessidade, ausência ou inadequação das alternativas oferecidas pelo SUS e impossibilidade financeira de custeio.

Em pedidos contra o SUS, a análise precisa ser cautelosa e bem documentada, especialmente em medicamentos novos, de alto custo e uso especializado.

Quais documentos ajudam em caso de negativa do Imdelltra?

Os documentos mais importantes são prescrição médica, relatório oncológico detalhado, exames que comprovem o diagnóstico e o estágio da doença, histórico terapêutico, protocolos de solicitação e negativa formal do plano.

Em geral, podem ser relevantes:

  1. Prescrição médica atualizada do Tarlatamabe.
  2. Relatório médico explicando diagnóstico, estágio extenso, progressão da doença, tratamentos anteriores e urgência.
  3. Laudo anatomopatológico.
  4. Exames de imagem.
  5. Exames laboratoriais relevantes.
  6. Histórico de quimioterapia à base de platina.
  7. Registro de progressão durante ou após tratamento à base de platina.
  8. Histórico de imunoterapia ou outros tratamentos anteriores, quando aplicável.
  9. Protocolo de solicitação ao plano ou ao SUS.
  10. Negativa formal.
  11. Comprovantes de envio de documentos.
  12. Orçamentos ou nota fiscal, se o paciente já pagou o medicamento.

A documentação deve demonstrar que a prescrição é individualizada e baseada no diagnóstico, no estágio da doença, na progressão e nas terapias já utilizadas.

Leia também Documentos necessários para ação judicial de medicamento oncológico.

O que deve constar no relatório médico?

O relatório médico deve explicar por que o Tarlatamabe é necessário para aquele paciente, com indicação do diagnóstico, estágio da doença, histórico terapêutico e objetivo do tratamento.

Um bom relatório deve informar se o caso envolve câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso, se houve quimioterapia à base de platina, se ocorreu progressão durante ou após esse tratamento, quais alternativas foram avaliadas e por que o Imdelltra foi escolhido.

Também deve indicar urgência, risco da demora e consequências da não realização do tratamento.

Quando a negativa é baseada em rol da ANS, DUT, experimentalidade, off-label ou substituição terapêutica, o relatório deve enfrentar esses pontos sempre que possível.

O que fazer quando o plano nega Tarlatamabe?

Quando o plano nega Tarlatamabe, o primeiro passo é solicitar a negativa por escrito e identificar exatamente qual argumento foi usado pela operadora.

Depois, é importante reunir prescrição, relatório médico, exames, histórico terapêutico, protocolos e documentos do contrato.

A análise deve responder algumas perguntas:

  1. O diagnóstico é câncer de pulmão de pequenas células?
  2. A doença está em estágio extenso?
  3. Houve quimioterapia à base de platina?
  4. A doença progrediu durante ou após a quimioterapia à base de platina?
  5. O medicamento foi prescrito por oncologista?
  6. A negativa foi por rol, DUT, custo, experimentalidade, off-label ou substituição?
  7. Existe urgência documentada?

Essas respostas ajudam a organizar a discussão e a identificar quais documentos precisam ser reforçados.

Conclusão

O Tarlatamabe, Imdelltra, é um medicamento utilizado em situação específica de câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso, especialmente quando há progressão durante ou após quimioterapia à base de platina.

A negativa não deve ser automática por alto custo, ausência no rol da ANS, DUT, suposta experimentalidade, medicamento novo ou tentativa de substituição terapêutica. A operadora precisa analisar a documentação médica e apresentar justificativa clara.

No SUS, o acesso depende da política pública aplicável, da existência de incorporação para a indicação pretendida e da análise individual do caso.

Em qualquer cenário, a documentação é decisiva. Prescrição, relatório oncológico, laudo anatomopatológico, exames de imagem, histórico de quimioterapia à base de platina, protocolos e negativa formal ajudam a avaliar a recusa.

Se este artigo foi útil, leia também a guia sobre medicamentos oncológicos pelo plano de saúde ou pelo SUS.


Perguntas frequentes

Tarlatamabe pelo plano de saúde ou SUS

O que é Tarlatamabe?

Tarlatamabe é o princípio ativo do Imdelltra, medicamento usado em determinada situação de câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso.

Imdelltra e Tarlatamabe são a mesma coisa?

Sim. Imdelltra é o nome comercial do medicamento cujo princípio ativo é o Tarlatamabe.

O plano de saúde deve cobrir Imdelltra?

Pode haver obrigação de cobertura quando há prescrição médica fundamentada, relação com doença coberta e ausência de justificativa válida para a negativa.

O plano pode negar Tarlatamabe por alto custo?

O alto custo não justifica, sozinho, a negativa. A operadora precisa apresentar fundamento técnico e jurídico adequado.

Tarlatamabe é tratamento experimental?

Não deve ser tratado automaticamente como experimental quando há registro sanitário, indicação aprovada e prescrição médica fundamentada.

O plano pode negar por ausência no rol da ANS?

A ausência no rol não encerra automaticamente a discussão. A cobertura pode ser analisada conforme prescrição médica, evidência técnica e Lei 14.454/2022.

O SUS fornece Tarlatamabe?

O fornecimento pelo SUS depende da política pública aplicável, da existência de incorporação para a indicação pretendida e da análise do caso concreto.

Quais documentos ajudam em caso de negativa?

Prescrição, relatório médico, laudo anatomopatológico, exames de imagem, histórico de quimioterapia à base de platina, protocolos e negativa formal são documentos importantes.

!Vigência das informações

O conteúdo deste artigo reflete a situação jurídica vigente na data de sua publicação original: junho de 2026. Alterações legislativas, normativas ou jurisprudenciais posteriores podem impactar as informações aqui apresentadas.

Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui a análise jurídica individualizada. A leitura do artigo não configura consultoria jurídica nem estabelece relação advogado-cliente. Cada caso possui particularidades próprias que exigem uma análise individualizada a ser realizada por advogado de sua confiança.

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