ARTIGO | DIREITO DA SAÚDE | LEITURA: 3 MINUTOS

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Evilasio Tenorio
OAB/PE 31.019 · Advogado especialista em Direito Médico e da Saúde. Co-autor de livros jurídicos.
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Resumo do artigo

O medicamento LIBTAYO (CEMIPLIMABE) é um tratamento imunoterápico para câncer de pele avançado, que tem mostrado eficácia em ensaios clínicos. Pacientes com planos de saúde frequentemente enfrentam dificuldades para obter o medicamento, pois as operadoras podem se recusar a fornecê-lo, apesar de a legislação exigir a cobertura de tratamentos registrados na ANVISA e constantes no rol da ANS. A negativa de cobertura pode ser considerada uma violação do Código de Defesa do Consumidor, e os pacientes podem buscar a Justiça para garantir o acesso ao tratamento, com o auxílio de um advogado especializado em direito da saúde.

!Atenção: como a justiça tem lidado com medicamentos

Atualmente, a interpretação jurídica sobre o fornecimento de medicamentos de alto custo, tanto pelo SUS quanto pelos planos de saúde, vem sendo influenciada por julgamentos recentes que redefiniram pontos relevantes sobre o tema.

Para quem depende do SUS

O STF fixou nos Temas 6 e 1234 que medicamentos fora das listas oficiais (RENAME, RESME, REMUME) não podem ser concedidos judicialmente como regra geral. A concessão excepcional continua possível, mas exige requisitos cumulativos: negativa administrativa prévia, comprovação de ilegalidade ou mora na análise pela Conitec, inexistência de alternativa terapêutica disponível no SUS e, sempre que possível, consulta prévia ao NAT-Jus ou a um especialista para atestar a indispensabilidade do medicamento não padronizado. Além disso, o Tema 1234 definiu que ações com custo anual igual ou superior a 210 salários mínimos devem ser propostas na Justiça Federal, com a União no polo passivo, sendo a responsabilidade pelo custeio compartilhada entre os entes federados conforme o valor do tratamento.

Para quem tem plano de saúde

O STF definiu na ADI 7.265 que o rol da ANS é taxativo, mas com taxatividade mitigada. A cobertura de procedimentos e medicamentos fora do rol continua possível mediante cinco requisitos cumulativos: prescrição médica ou odontológica; ausência de negativa expressa ou análise pendente pela ANS; inexistência de alternativa no rol; comprovação de eficácia por evidências científicas de alto nível; e registro na ANVISA.

Se você busca acesso a um medicamento de alto custo e teve seu pedido negado, consulte um advogado para avaliar qual o caminho mais adequado ao seu caso.

O medicamento LIBTAYO (CEMIPLIMABE) é um tratamento inovador para o câncer de pele avançado, que tem apresentado resultados significativos no prolongamento da vida dos pacientes. No entanto, muitas vezes, pacientes que possuem plano de saúde têm dificuldades em obter o medicamento, pois as operadoras se recusam a fornecer o tratamento. Neste artigo, vamos discutir a obrigação do plano de saúde em fornecer o medicamento LIBTAYO (CEMIPLIMABE) aos seus beneficiários.

O que é o LIBTAYO (CEMIPLIMABE)

O LIBTAYO (CEMIPLIMABE) é um medicamento imunoterápico que age no sistema imunológico para ajudar a combater o câncer de pele avançado. O tratamento é administrado através de infusões intravenosas e tem apresentado resultados promissores em ensaios clínicos.

Obrigatoriedade do fornecimento pelo plano de saúde

Segundo a lei nº 9.656/98, que regulamenta os planos de saúde, é obrigatória a cobertura de tratamentos e medicamentos que constam no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O LIBTAYO (CEMIPLIMABE) está registrado na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aprovado para o tratamento do câncer de pele avançado, sendo assim, deve ser fornecido pelos planos de saúde aos seus beneficiários.

Além disso, a negativa de cobertura pode ser caracterizada como abuso de direito e violação do Código de Defesa do Consumidor, pois configura a recusa injustificada de fornecimento de um tratamento médico essencial para a vida e saúde do paciente.

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Como obter a cobertura de LIBTAYO (CEMIPLIMABE) pelo plano de saúde?

Se o seu plano de saúde se recusar a fornecer LIBTAYO (CEMIPLIMABE), você pode entrar com uma ação na Justiça para garantir seus direitos. É importante contar com o apoio de um advogado especializado em direito da saúde, que irá avaliar o seu caso e tomar as medidas necessárias para garantir a cobertura do medicamento.

É comum que os planos de saúde neguem a cobertura de medicamentos de alto custo, como é o caso de LIBTAYO (CEMIPLIMABE), alegando falta de previsão contratual ou exclusão de cobertura. No entanto, essas alegações não são válidas, já que a legislação brasileira obriga os planos de saúde a cobrirem tratamentos prescritos pelo médico, independentemente do preço ou do tipo de tratamento.

Como um advogado especialista pode ajudar nesse processo?

O advogado especialista em direito da saúde é o profissional mais indicado para ajudar nesse processo, pois possui conhecimento técnico e experiência para lidar com casos de emergência e garantir o direito à saúde do paciente.

O advogado irá analisar a situação do paciente e verificar o que é preciso, e irá providenciar todos os documentos necessários e protocolar o pedido de liminar junto ao juiz. Além disso, o advogado irá acompanhar o processo até que seja concluído, garantindo que o paciente receba o tratamento adequado o mais rápido possível.

Conclusão

Se você está enfrentando dificuldades para obter o LIBTAYO (CEMIPLIMABE) pelo seu plano de saúde, não desista. É possível obter o medicamento através de uma ação judicial, e para isso você pode contar com a ajuda de um advogado especialista em direito da saúde.

Lembre-se que o seu direito à saúde deve ser respeitado, e o acesso a tratamentos de qualidade é fundamental para a sua qualidade de vida. Não deixe que a burocracia e a falta de informações te impeçam de obter o tratamento que você precisa.

!Vigência das informações

O conteúdo deste artigo reflete a situação jurídica vigente na data de sua publicação original: março de 2022. Alterações legislativas, normativas ou jurisprudenciais posteriores podem impactar as informações aqui apresentadas.

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Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educacional e não substitui a análise jurídica individualizada. A leitura do artigo não configura consultoria jurídica nem estabelece relação advogado-cliente. Cada caso possui particularidades próprias que exigem uma análise individualizada a ser realizada por advogado de sua confiança.

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Evilasio Tenorio, advogado especialista em Direito da Saúde e Direito Médico

Evilasio Tenorio

Advogado líder · OAB/PE 31.019 · LL.M. em Direito Médico e da Saúde (UNICAP)

Fundador do TSA | Tenorio da Silva Advocacia, com mais de 15 anos de atuação em Direito da Saúde, Direito Médico, Direito Civil e Direitos da Pessoa com Deficiência. Representa pacientes em ações contra planos de saúde e contra o SUS para acesso a medicamentos de alto custo, cirurgias, exames, home care, terapias para autismo e tratamentos oncológicos, e atua na defesa de médicos, clínicas e profissionais da saúde. Coautor de livros jurídicos pela Editora Foco e membro da Comissão de Direito e Saúde da OAB/PE.

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